Saúde de Palmas amplia acesso à insulina glargina e contempla mais 150 pacientes com diabetes na Capital
Médicos, enfermeiros, farmacêuticos e coordenadores participam de capacitação para auxiliar os pacientes no tratamento

Mais 150 pacientes com diabetes, atendidos na região centro-norte de Palmas, serão contemplados com a substituição da insulina NPH pela glargina, medicamento de ação prolongada utilizado no controle da glicemia. A mudança beneficia crianças e adolescentes de dois a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Para preparar os profissionais responsáveis pelo acompanhamento desses pacientes, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) realiza, nesta terça-feira, 20, e na quinta-feira, 22, uma capacitação no auditório do Centro de Atenção Especializada em Saúde Dr. Ewaldo Borges Resende.
A insulina glargina possui uma ação mais prolongada e estável no organismo, contribuindo para o controle dos níveis de açúcar no sangue ao longo do dia. Em comparação com a NPH, seu uso pode reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite, conforme as condições clínicas de cada paciente. A mudança no tratamento exige acompanhamento das equipes de saúde para orientar sobre a aplicação, o monitoramento da glicemia e os cuidados necessários durante a adaptação.
A farmacêutica da área técnica em diabetes da Semus, Paulina de Cássia Rosa Nunes, explica que a implantação ocorre de maneira gradual. “Na região central, 70 pacientes já foram beneficiados com a transição e esse aprimoramento busca proporcionar mais segurança ao tratamento e melhorar o acompanhamento dos usuários na rede municipal de saúde", explicou, informando que a próxima etapa está prevista para novembro e irá contemplar pacientes na região de Taquaralto.
Capacitação
Durante a capacitação, a nutricionista e facilitadora Cinthia Fontes abordou os cuidados necessários para a condução do tratamento, com atenção especial à hipoglicemia, condição caracterizada pela queda dos níveis de açúcar no sangue. “Entre os sinais apresentados estão tremores, suor frio, tontura e aceleração dos batimentos cardíacos”. A profissional também orientou sobre a identificação desses sintomas, os riscos associados à condição e a importância de instruir os pacientes para que saibam como agir nessas situações.
A programação é destinada a médicos, enfermeiros, farmacêuticos e coordenadores das unidades participantes. Os encontros são realizados nos dias 20 e 22 de outubro, em turmas nos períodos da manhã e da tarde, para preparar as equipes para a transição e assegurar a continuidade do acompanhamento dos pacientes.








